Saturday, 22 October 2016

Formação em cerveja

Há duas semanas eu e Tatiana Rotolo fizemos o Curso Avançado de Tecnologia Cervejeira no Senai Vassouras, RJ e foi uma experiência incrível. Para quem não sabe, o Senai Vassouras foi pioneiro na formação de cervejeiros no Brasil e por 23 anos formou centenas de técnicos para atuarem como mestres cervejeiros. Nós tivemos a oportunidade de fazer parte do último curso de Tecnologia Cervejeira. Isso mesmo, como foi noticiado em setembro, a cervejaria-escola em Vassouras está fechando as suas portas e sendo transferida para a unidade da Tijuca. Por lá já estão oferecendo o Curso Básico de Tecnologia Cervejeira e o avançado deve começar em breve, mas ainda não há previsão de turmas do curso técnico.

Eu e Tati na primeira aula de laboratório

Essa situação deixou nossa estada em Vassouras um tanto agridoce. Enquanto reconhecíamos que a planta da cervejaria está bem obsoleta, com vários itens com defeito e sem possibilidade de conserto ou atualização, era uma pena imaginar que uma estrutura tão completa, com chance de imersão no mundo cervejeiro, será fechada. Mais um motivo para aproveitarmos ao máximo as duas semanas de curso que fizemos, porque muitos dos excelentes professores com quem tivemos contato não serão realocados para a Tijuca. Última oportunidade para aprender com eles também...

O curso de Tecnologia Cervejeira do Senai é dividido entre os módulos básico e avançado. Eu, muito sabichona, encarei o avançado direto. Morri de medo de não dar conta de acompanhar, mas como venho estudando já há algum tempo, acabei dando conta. Porém, segundo Tati, a curva de aprendizado no curso básico é bem maior. Ou seja, quem tiver chance, invista no curso básico!

Sala de Brassagem

A carga teórica do curso foi bem maior do que eu imaginava e eu até gostei disso. Acredito que por ter sido o último curso em Vassouras a turma foi um pouco maior do que o usual, o que dificultou um pouco as práticas de brassagem e aulas nos laboratórios. Mas além de aprender muito com os professores que tivemos, o aprendizado era constante com a troca de experiência com outros cervejeiros. Desde paneleiros, como nós, a funcionários de uma grande cervejaria, passando por gente que está abrindo suas nanos e micros. Essas vivências diversificadas também nos abriu o leque de opções para elevar a cerveja da categoria de hobby.

A turma toda

Voltamos para Brasília com a cabeça fervilhando de ideias e loucas para colocar o aprendizado em prática. Talvez até um pouco mais que isso. Como boas professoras que somos, queremos também repassar esse aprendizado. O que será que vem por aí?

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